Ir para conteúdo

¡México, que padre!

A cidade do México se tornou um hotspot de viajantes do mundo todo. Aproveitei uma viagem à trabalho para explorar um pouco por lá.

Me hospedei em Polanco, o bairro mais elitizado das bandas merrrrrricanas e fiquei no W Hotel da região. Lendo essa frase já dá pra saber que me hospedei bem, tanto em conforto como em localização (como ia para o escritório todos os dias, ficou perto para ir caminhando).

O W é bem cool, de objetos feitos por designers exclusivos para o hotel. Tem quem gosta e quem não gosta. Se eu for me deixar levar por gosto pessoal, preferiria algo mais cozy – não sou muito fã de hotéis grandes, mas não posso deixar de dizer que é uma baita opção. Tem spa, o quarto é lindo, limpo, etc. Minha única ressalva é que devido a baixa temperatura mexicana – beirando 5 graus, o banheiro era MUITO frio. MUITO mesmo. Mas é um detalhe. E outra coisa: pra quem não gosta de badalação, não é o lugar – a partir de quarta-feira tem happy hour animadão no espaço térreo e nem conto as festas que rolam às sextas e sábados. Não tirei muitas fotos porque levei bronca quando fui tirar do bar e fiquei de bode, mas aqui segue uma e também tem conteúdo no Facebook deles.

Screen Shot 2016-02-15 at 5.20.32 PM

Pra quem viaja à turismo, ficar em Polanco é gostoso. Tem bons restaurantes, bares, a zona é LINDA demais, as ruas são cheias de árvores e é bem tranquilo caminhar por lá só para ver a beleza das casas coloniais que imperam por ali (vide foto). Não fica muito perto dos principais picos turísticos, mas acredite que é melhor estar meio longe do Centro e etcéteras. Outra zona bem legal-cool-moderninha para se hospedar é entre Colonia e Roma – são bairros xóóóvens, cheios de lugares interessantes e coisas para fazer. Com certeza me hospedaria por lá caso voltasse.

Pra quem é de São Paulo (ou qualquer cidade mais movimentada) vai achar que a cidade do México é uma extensão da metrópole: é caótica, tem muito trânsito, mas tem muita coisa para fazer e comidinhas para provar também. Pensando assim você já se prepara e maneja tuas expectativas. No mais, qualquer viagem pode ser deliciosa e falando de México pode ser dramática também: meu nariz sangrou todos os dias e voltei com a garganta mais seca que o deserto do Atacama. Isso porque a cidade é bem poluída e zero úmida – dois litros de água por dia não são suficientes não.

Deixando meu lado Paola Bracho de lado, vamos ao que interessa de verdad: la ciudad de México, cabrón.

Dicas práticas:

  • São Paulo é bem servida de voos para a cidade do México, inclusive a TAM e a Aeroméxico têm voos diretos para lá com saídas diárias.
  • Em questão de locomoção, não usei transporte público, mas sei que o metrô funciona bem. Se a ideia é ficar poucos dias pela cidade, use e abuse do Uber. A cidade é lotada de motoristas e o preço é MUITO conveniente (ex.: 20 dólares de Polanco ao aeroporto!). Por lá funciona até o Uber Pool, no qual você divide táxi com outras pessoas que vão ao mesmo lugar que você e paga-se mais barato por isso. Em tempo, usar táxi comum é furada. Um trajeto que pelo Uber saiu 40 pesos mexicanos, o taxista me cobrou 220 – sem comentários.
Screen Shot 2016-02-15 at 5.16.15 PM.png
  • Para fazer grandes circuitos turísticos, vale a pena comprar um desses bus turísticos que varrem a cidade. Eu usei um chamado Turibus. A cidade é imensa, as distâncias são longuíssimas e o trânsito é o horror da terra, por isso vale a pena comprar um day pass e ficar o dia todo na função. Você pode descer e subir quando e o quanto quiser e até fazer combinações com outras linhas que fazem diferentes circuitos pela cidade.
  • Tenha sempre dinheiro vivo em mãos. Por alguma razão, as linhas telefônicas por lá vivem dando pau e é bem comum não aceitarem cartão em restaurantes menores. Fiquei devendo uns 300 pesos mexicanos num Starbucks lá que não conseguiu passar nenhum cartão de crédito meu (estou foragida e não posso voltar a cidade do México, brincadeira ahha).
  • Falei ali em cima que a cidade é poluída e seca e é verdade. Leve uma garrafinha de água a qualquer lugar e tenha sempre em mãos lencinhos umedecidos, eles ajudam muito.
  • O trânsito é sim muito complicado e ninguém respeita nada. Se você acha que São Paulo é zoada nesse sentido, espere até chegar no México. Tome muito cuidado e preste muita atenção na hora de atravessar ruas.
  • Não vi muitos indícios de violência, mas tinha uma visão seletiva proporcionada por bairros bons que frequentei. Um único dia que fui visitar uma biblioteca linda de lá (a Vasconcellos), na zona norte da cidade, que me senti insegura. A zona era meio México as we know de cinema, mas indo e voltando de táxi e não dando mole na região, não tem muito problema.
  • Não é uma viagem cara se você sabe o que fazer e entende como gastar. A disparidade da moeda deles com o dólar é absurda e isso ajuda na hora de converter valores.
  • Tudo tem pimenta (o molho dessa manga tinha pimenta).
Screen Shot 2016-02-15 at 5.15.46 PM

Sim, próximo post vai ser de comida.

Podem fazer perguntas aí embaixo. Bjs.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: